terça-feira, 17 de maio de 2011

mutirão na tenondé: Mutirão

mutirão na tenondé: Mutirão

Mutirão





















Nossa mais nobre gratidão pelo feito.

Brilhante a atuação de todos, conseguimos com esta ação, encher 400 sacos de lixo, 80 voluntários, 100 famílias tenondense, envolver a solidariedade das pessoas pelo site de financiamento coletivo, gerar renda através da venda de artesanatos guarani e do cachê do coral, acessibilizar o intercâmbio cultural com a apresentação do perfoman ‘Homem Refluxo’ com o Parangolixo e o bloco Unidos Venceremos com a bateria ‘Destemida’. Isso, sem nenhum apoio do poder público, mais com mobilização de amigos, redes sociais, e pessoas que acreditam que podemos revirar modos.
Para mim, a imagem mais marcante foi ver as crianças empolgadas colhendo lixo. Fazer com que eles revertam este gesto, de pegar o lixo ao invés de jogar, é um grande passo.
Ainda tem muito lixo e tanto a fazer. Portanto nosso objetivo é continuarmos,com um por mês.
Isso aconteceu graças a Nathan Dourado, Vinícius Toro, Luna Borges, Mellori Rocha, Jera, Claudio, Peri- Homem Refluxo, alunos do curso Gaia e carta da terra em ação- turma 5-da UMAPAZ, integrantes do bloco unidos venceremos, Cassiana Martins, Marlene Antiquera, Micael Langer e incentivadores (site incentivador), Filomena, João, Alex coringa, Bia Camacho, Thâmily, Karen, Júlia, Dionizio, Vítor,Gustavo, Lucila, Lia, amigos e tenondenses presente.
Peço por gentileza enviarem fotos para este email: comidadosastros@hotmail.com, vou triar para divulgações. Vamos nos conectar.
https://www.facebook.com/#!/pages/Mutir%C3%A3o-na-Tenond%C3%A9/117650744984996
www.mutiraonatenonde.blogspot.com
https://www.facebook.com/#!/profile.php?id=1721905118

Um forte abraço e nos vemos breve.

Atenciosamente

Rony Cácio

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Olha que emoçãoooo !!!

Uhhhuuuuu !

conseguimos, graças a todos vocês, porém ainda temos um dia.

Continue incentivando.

Abrace esta causa, vamos cuidar da Terra e dos Guaranis.

http://www.incentivador.com.br/projeto/comunidade/-pequenos-gestos-fazem-uma-aldeia-sustentavel-/89


Nossa mais nobra gratidão a cada um de vocês.

terça-feira, 10 de maio de 2011

mutirão na tenondé: RETALHOS DA CARTA DO CHEFE INDÍGENA SEATLE"O...

mutirão na tenondé:



RETALHOS DA CARTA DO CHEFE INDÍGENA SEATLE

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RETALHOS DA CARTA DO CHEFE INDÍGENA SEATLE

"O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro: o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro. Parece que o homem branco não sente o ar que respira. Como um homem agonizante há vários dias, é insensível ao mau cheiro (...).
O homem deve tratar os animais desta terra como seus irmãos (...)
O que é o homem sem os animais? Se os animais se fossem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais, breve acontece com o homem. Há uma ligação em tudo.
Vocês devem ensinar às suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a Terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem às suas crianças o que ensinamos às nossas, que a Terra é nossa mãe. Tudo o que acontecer à Terra, acontecerá aos filhos da Terra. Se os homens cospem no solo estão cuspindo em si mesmos.
Isto sabemos: a Terra não pertence ao homem; o homem pertence à Terra. Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas, como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo.
O que ocorre com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não teceu o tecido da vida: ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo.
Esse destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos bravios todos domados, os recantos secretos da floresta densa impregnados do cheiro de muitos homens, e a visão dos morros obstruída por fios que falam. Onde está a árvore? Desapareceu. Onde está a água? Desapareceu. É o final da vida e o início da sobrevivência.
Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa,cada clareira, cada inseto a zumbir é sagrado na memória e experiência do meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho (...).
Essa água brilhante que corre nos rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Devem ensinar às crianças que ela é sagrada e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz dos meus ancestrais.
Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Vocês devem lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos e seus também. E, portanto, vocês devem dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão.
Eu não sei. Nossos costumes são diferentes dos seus.
A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez porque o homem vermelho é um selvagem e não compreenda.
Não há lugar quieto nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar de folhas na primavera ou o bater de asas de um inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo. O ruído parece apenas insultar os ouvidos. E o que resta da vida de um homem, se não pode ouvir o choro solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao redor de uma lagoa, à noite? Eu sou um homem vermelho e não compreendo.O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o próprio vento, limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros."
Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção de terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga e, quando ele a conquista, prossegue seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa(...). Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto."

“ As culturas indígenas no Brasil, estão vivas, e cada povo está lutando para manter, sua forma própria de viver a vida .”




Timóteo Vera Popygua

“ Tudo isso que vem da globalização a gente adapta, mesmo assim quando morrer vou ser Guarani. Quando estou lá no apartamento, vendo televisão, atendendo o celular, mesmo assim no sangue que corre pelas veias, é sangue de Guarani e mesmo quando morrer vai ser sepultado como índio Guarani, isso que é a realidade e acredito que essa geração não vai morrer ".

Márcio Vera Mirim


“ Nós Guaranis, mesmo depois de 500 anos de contato e morando na cidade de São Paulo. Sempre mantemos os nossos costumes, nossa tradição, a religião, nossa crença e a língua materna ".


Ataíde Vilharve




Amigos, já conseguimos:




300 sacos de lixos/250 luvas/Alimentação/Camisas




Ainda não conseguimos:




6 kits de primeiros socorro/Transporte para levar a bateria de samba/Cachê para o coral/Ajuda de custo para os líderes de equipe



E nesse site de financiamento coletivo, você é o incentivedor, doando diretamente através do cartão de crédito.




Samba, futebol, coral Guarani , teatro, almoço coletivo, o homem refluxo e um mutirão de limpeza tudo isso num dia só. É o Brasil !




Participe.












terça-feira, 3 de maio de 2011

Mutirão na Tenondé
























A aldeia indígena Tenondé Porã está localizada em Parelheiros, zona sul de São Paulo. Com mais de 170 famílias e aproximadamente 1300 pessoas, a maioria da população na aldeia é formada por crianças e adolescentes.
Os Guaranis ocuparam a região em 1965 e algumas famílias viviam como agricultores em troca de comida.




Em 1985 as terras foram demarcadas com 12 hectares e depois com 26 hectares. Em 1987 foi consagrado como, Morro da Saudade, e depois, por volta de 2002 ganhou seu nome atual Tenondé Porã que significa, ‘horizonte bonito’ ou ‘futuro bonito’.




O fato de a aldeia indígena Tenonde Porã estar cercada pelo centro urbano, faz com que os indígenas se deparem com a possibilidade de perda das suas tradições e de seus meios de sobrevivência no espaço natural.




Essa situação implica em um conflito grande entre cultura tradicional e a cultura envolvente, conflito intensificado sobretudo pelos valores ideológicos que os indígenas absorvem das multimídias.




A aldeia vive atualmente um impasse. De um lado preservam e tentam difundir entre os mais jovens os valores tradicionais da cultura Guarani como os cantos e danças sagrados, a cura tradicional, suas relações de parentesco, suas crenças e o seu modo particular de se relacionar com o meio ambiente. De outro lado com a crescente influencia da cultura dos Juruá(homem brancos) os indígenas acabaram adquirindo novos hábitos de consumo, aumentando drasticamente a quantidade de lixo descartado de forma inadequada dentro da aldeia.




Boa parte do que consomem na aldeia vem do supermercado e não existe uma participação ativa no chamado à responsabilidade coletiva.




Recentemente o Pajé Bastião, foi contaminado e hospitalizado com leptospirose, conseqüência do acúmulo de lixos, atraindo ratos as proximidades de sua residência.




A questão do lixo é um dos problemas referentes ao meio ambiente que pode ser solucionado com a mudança de hábitos individuais, beneficiando a todos.




Para incentivar o envolvimento da ação coletiva e da melhoria das condições do patrimônio comunitário realizaremos um grande mutirão de limpeza na aldeia Tenondé Porã no dia 15 de Maio.




Você participa doando alguns desses materiais :




Camisas nas cores azul, amarelo, vermelho,preto,verde e branca, sendo 25 de cada cor.




Caso não tenham camisa para doar, aceitaremos coletes.




120 Pares de Luvas resistentes (tipo coletor de lixo) / 250 Sacos de lixo / 10 pranchetas / 6 kits primeiros socorros / 6 carrinhos de mão.


Ou também participa pelo site:










Contatos: npdourado@hotmail.com (Natan)










Agradecimentos especiais: A todos da aldeia e ao Natan Dourado, Mellori Rocha, Vinícius Toro, Lunna Borges e Julyana Nassar.










Nossa mais nobre gratidão.